segunda-feira, agosto 29, 2005

O sofrimento: Pistas no livro de Jó

A melhor forma de compreendermos o livro de Jó é analisando como um filme, do qual vimos o trailer e conhecemos o enredo. Mas o ator principal não sabe o que está acontecendo, por que e onde o conduzirá tantas mazelas. O comediante Jim Carrey fez um filme – O show de Truman – no qual o personagem que representa, é acompanhado ao vivo pelo país inteiro desde o momento de seu nascimento. Ele vive em uma cidade fictícia, com moradores, que na verdade, são atores, e tudo faz parte de um grande cenário, até a praia com seu pôr-do-sol deslumbrante é artificial. Mas ele não sabe e leva sua vida comum acompanhado por câmeras ocultas, até mesmo no banheiro. Enquanto o país inteiro cruza os dedos e vibra com seus bons momentos e chora com as suas decepções, torcendo para que seus passos sejam conduzidos a um final feliz. O livro de Jó tem um aspecto semelhante.
Em Jó, vemos satanás satirizando a lealdade, insinuando que Deus é indigno de amor, e, segundo satã, Deus suborna as pessoas. Satanás acusou Deus, que Jó somente o seguia porque era abençoado. As pessoas amam a Deus, disse certa vez um sacerdote, “assim como o camponês ama sua vaca, pela manteiga e pelo queijo que ela fornece”. Se as suspeitas de Satanás fossem confirmadas, ele encontraria a justificação para sua própria queda.
Deus aposta no poder do amor. Por natureza, o amor é um frágil poder, consiste em cativar o coração do outro e aguardar uma resposta recíproca de amor e fidelidade.
Em Jó, a guerra espiritual não assume os gigantescos contornos que os evangélicos modernos abraçam. Não é uma disputa titânica entre duas forças que se digladiam tentando provar quem é o mais forte. C. S. Lewis costumava dizer que não havia uma guerra espiritual, mas sim uma rebelião interna e o rebelde encontra-se sob controle. É um conflito entre um Deus que ama incondicionalmente e um acusador que utiliza os recursos da violência para provar a impossibilidade da recíproca desse amor.
Satanás utiliza-se da violência, destruição, sofrimento e dor, fontes nas quais os homens embebedaram-se durante os séculos; basta olhar nos arsenais de armas destruidoras: guerra, assassinato, terrorismo, tortura.
A questão foi levantada, como Jó se comportaria se a miséria adentrasse sua vida? Deus aceitou o desafio e testou a teoria de satanás, entregando o poder de decisão às reações de Jó. As comportas da calamidade foram abertas.
A fé é um produto do ambiente, da cultura, e se evapora frente às adversidades? É possível crer em Deus quando ele parece nos ignorar e, mais do que isto nos esmagar?
Nesse instante entra em cena os amigos de Jô – abutres humanos. Os “abutres” no geral dão respostas simplistas, às pessoas que sofrem de problemas emocionais; respostas que só servem para lançá-las num abismo profundo de desespero.
Os argumentos dos amigos de Jó são sempre os mesmos. – Jó, Deus está lhe dizendo algo. Deve haver uma razão para seu sofrimento. Ele deve estar zangado com algum pecado seu. Confesse sua falha, e Deus operará poderosamente. A outra opção partiu da esposa de Jó: “amaldiçoa a Deus e morre”.
No tempo de Jesus, os fariseus ensinavam que “Não há morte sem pecado, e não há sofrimento sem iniqüidade”; como os amigos de Jó, eles tinham visões do castigo divino nos desastres naturais, nos defeitos de nascença e nas doenças crônicas. Embriagados desse tradicionalismo, afirmavam que talvez o homem houvesse cometido algum pecado in útero.
Se Jó terminou seu livro como o herói, por que os cristãos utilizam mais as palavras dos amigos de Jó, que foram considerados vilões? O padre de “A peste”, de Camus, portava-se como os amigos de Jó, afirmando que a praga que se alastrava indiscriminadamente era um castigo divino.
Os abutres alegam ter palavras de conhecimento bem ao estilo Elifaz, que utiliza-se de uma “visão misteriosa” proporcionada por um “espírito” que lhe concedeu sua base de argumentação. Estes pseudo-espirituais, bastante semelhante aos modernos, são repreendidos por Deus: “A minha ira se acendeu contra ti (Elifaz), e contra os teus dois amigos, porque não dissestes de mim o que era reto, como o meu servo Jó”.
Jó não cede a dogmas religiosos e como Philip Yancey escreveu, torna-se “o primeiro protestante”. Os mais ortodoxos religiosos admitem que Jó exige uma explicação da parte de Deus de uma forma até então inédita. Jó desafiou os argumentos destilados. O apóstolo Paulo desafiou o Sinédrio. Lutero desafiou a autoridade de uma igreja arrogante.
Jó rejeitava as tolas opiniões. Ele estava consciente que não havia correspondência entre sua situação e a questão de justiça. Beirando o desespero, Jó chegou a visualizar um Deus sádico, que ri “do desespero do inocente” que “cobre o rosto” (Jó 9:23,24) para não presenciar julgamentos injustos ignorando o clamor como se nada estivesse acontecendo.
Para C. S. Lewis: “O homem antigo vinha a Deus (ou até mesmo aos deuses) como o acusado ao juiz. No caso do homem de hoje, os papéis se inverteram. Ele é o juiz; Deus está no banco dos réus. Ele é um juiz bem generoso: se Deus tiver uma boa razão em sua defesa para ser o Deus que permite a guerra, a pobreza e a doença, estará então disposto a ouvi-la. O julgamento talvez até acabe na absolvição de Deus”.
Jó coloca Deus no banco dos réus, irado, satírico, sentindo-se traído, desabafa de forma implacável. Acusa Deus de praticar atos injustos contra um inocente, vagueia próximo à blasfêmia.
“Na sua ira ele me despedaça e me persegue e range os dentes contra mim; o meu adversário aguça os olhos contra mim” (16:9).
“Chamo a ti, ó Deus, mas não me respondes; ponho-me de pé, mas para mim não atentas. Tornas-te cruel para comigo; com a força da tua mão me atacas. Contudo, aguardando eu o bem, me sobreveio o mal; esperando eu a luz, veio a escuridão. A agitação das minhas entranhas não cessa; os dias da aflição me sobrevêm” (30:20,21,26,27).
Quando a morte não vem e Jó sente que as suas orações são gritos sem esperança lançados ao vento, ele pede um mediador, “que ponha a mão sobre nós”. Os seus pedidos (9:33; 16:19-21) mais tarde são atendidos de forma marcante em Jesus, o mediador entre Deus e o homem.
A tribulação de Jó é uma forma dolorosa e crucial de testar a liberdade humana. Enquanto nossos cientistas afirmam que somos apenas e tão somente, uma combinação de DNA, cultura, instinto e leis impessoais, uma pergunta nos acompanha do berço à sepultura: O que fazemos tem algum significado? Desempenhamos algum papel no drama universal? Quem somos, de onde viemos e para onde vamos?
Clamamos por justiça, para que cada pessoa seja recompensada com aquilo que merece. Mas se o mundo fosse constituído de retribuição obrigatória, como a dor que acompanha o ato de colocar a mão no fogo, como seria, então, se houvesse punição a cada pecado cometido? Certo escritor disse que “Se Deus reagisse as coisas erradas lançando raios, nosso planeta piscaria como uma árvore de natal”.
Saberíamos o que Deus espera de nós. Como uma foca de aquário, cuja obediência é recompensada com um suculento peixe. Que mundo maravilhoso seria. Mas há uma falha gritante neste mundo organizado e perfeito. Não é a forma que Deus age, pois não haveria liberdade. A obediência seria automatizada pelos benefícios imediatos que viriam dela. A bondade seria contaminada pelos interesses mesquinhos e egoístas de uma recompensa imediata. Seríamos programados para amar a Deus, e inviabilizaria a escolha deliberada que o livre-arbítrio proporciona mesmo combatendo com atrações incomensuráveis.
Deus exulta com o amor exercido de forma livre. A fidelidade ao Criador deve sobreviver aos bombardeios constantes da falta de orações respondidas.
O livro de Jó exala atualidade pelos seus poros, porque também não conseguimos entender este quebra-cabeça chamado vida. Buscamos respostas em um planeta atormentado por atrocidades diárias, onde crianças são espancadas até a morte, idosos são abandonados nas portas dos asilos por seus familiares, jovens têm sua vida ceifada de forma abrupta no esplendor de sua juventude, crianças morrem de fome enquanto políticos corruptos sugam o dinheiro do povo, onde gasta-se bilhões produzindo armamentos, onde traficantes e chefes do crime organizado lucram com o sangue dos nossos jovens, onde milionários constroem mansões – aqui no Brasil, com duas piscinas, uma delas com água mineral.
O desenho que é formado, com dois mundos, visível e invisível, no qual um mundo afeta o outro, encontra-se por toda a Bíblia. O nascimento de um bebê estremece o universo (Ap. 12), uma oração e sua resposta provocam um duro combate (Dn. 10), o arrependimento de um pecador faz com que anjos dêem pulos eufóricos na arquibancada celestial (Lc. 15), o êxito missionário afeta os planos de satanás e aciona a catapulta que o arremessa como um relâmpago do céu (Lc. 10). Ações comuns do mundo visível transbordam seu efeito sobre o mundo invisível.
Daniel esmurrou o chão, orou e chorou. Abriu mão de um cardápio especial. Afastou-se de vinho e carne, deixou os perfumes de lado, só faltou fazer greve de fome. Vinte e um longos dias arrastaram-se, sem respostas. Até receber uma visita especial. Um anjo com olhos de 1.000 volts e o rosto com o brilho do sol, cruzou em seu caminho, à margem de um rio. Daniel perdeu a respiração, mudou de cor sem necessidade de maquiagem (Dn. 10:8
A companhia inesperada explicou que o atraso não era um problema na condução, ele fora enviado quando a primeira oração adentrou os recintos celestes, mas um ataque violento do “príncipe do reino da Pérsia” o encurralou, sendo necessário a chegada de reforços angélicos comandados por Miguel, que o ajudaram a superar as linhas adversárias.
Jó e Daniel desempenharam papéis decisivos no confronto entre o bem e o mal, embora não tivessem consciência do fato. Para ambos, o clamor a Deus pode ter parecido fútil, e Deus, estaria muito distante, cuidando de uma galáxia bebê. Mas basta uma olhada atrás da cortina, para que a situação seja esclarecida, o palco visível não representa todo o espetáculo da criação.
Muitos cristãos tentam evitar a cena embaraçosa do capítulo 1 de Jó. Mas nenhum livro fala de forma mais eloqüente, que a fé de um único ser humano faz diferença.
Somos as jóias que Deus expõe em sua joalheria celestial, para ser perscrutadas pelos poderes invisíveis. Tendo uma imagem deste tipo em vista, Paulo escreveu que: “nos tornamos espetáculo ao mundo, tantos aos anjos, como aos homens” (I Cor. 4:9). Nós também participamos de uma guerra cósmica, onde milhares de espectadores invisíveis assistem o confronto no ringue chamado terra.
Em meio ao sofrimento o que Deus está querendo dizer? Não adianta nos torturarmos buscando respostas. Ela pode ser que vivemos num mundo de leis fixas. Talvez, Deus esteja falando-nos através e apesar da dor. Talvez esteja acendendo o fogo de nossa consciência para que o busquemos.
É incompreensível desenharmos com nitidez as regras que conduzem as ações de um Deus que vive fora do tempo, e ocasionalmente faz uma incursão dentro do tempo. Sinto-me confuso com a palavra “onisciência”, se Deus sabia que Jó permaneceria fiel, a aposta teve alguma validade? Quando Abrãao recebeu ordem para sacrificar Isaque, Deus já sabia qual seria a sua reação. Para que torturar o pobre Abrãao?
Mas Abrãao não tinha conhecimento da capacidade de obediência que possuía. O conhecimento divino de todas as coisas implicaria que as coisas conhecidas não precisariam existir? Se isto ocorresse exterminaríamos a própria existência.
Talvez a mensagem de Jó e Abrãao, é que não podemos raciocinar de forma simplista quando Deus está em cena. A palavra onisciência estampa a imagem de alguém preso dentro do tempo. Deus não enxerga numa seqüência progressiva, como o alfabeto: A, B, C ... ele não faz “previsões” sobre o que acontecerá, ele nos acompanha fazendo-as, o eterno presente ancorado em suas mãos. Nós, presos no tempo e seus frágeis padrões analíticos, não conseguimos absorver a dimensão que nos é mostrada. Um dia veremos as catástrofes que presenciamos, sob outra ótica.
As discussões teológicas e filosóficas da igreja sobre onisciência, onipotência, onipresença, predestinação etc., demonstram nossas desajeitadas maneiras de compreender aquilo, que para nós, só faz sentido quando adaptado ao nosso campo temporal. Diversos trechos bíblicos fornecem pistas quanto ao ponto de vista “atemporal”. Diz que Cristo foi “conhecido... antes da fundação do mundo”, quando então não havia necessidade de redenção. Diz que a vida eterna “nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos”. O linguajar nos leva a conclusão que parte de um Deus que vive fora do tempo. Que acompanhava o desenrolar de um planeta caído que sequer existia.
Finalmente, em completo desespero, Jó reduz as suas exigências a um só pedido, que mantém até o fim. Ele pede uma explicação do próprio Deus (13:3;31.35). Ele quer uma audiência no tribunal, uma oportunidade para ouvir Deus se defender.
Esse último pedido deixa os amigos de Jó irados. Que direito tem um ser humano insignificante, de pedir contas a Deus? Como é que um homem, “que é uma larva, e o filho do homem, que é um verme” (25.6) ter tanta ousadia?
A resposta veio de forma nada sutil; Deus troveja de forma retumbante: “Já que você não consegue fazer o sol se levantar a cada dia, nem preparar o caminho para que o relâmpago resplandeça, ou como traçar limites para as ondas do mar, e a formação das gotas do orvalho, ou mesmo projetar a força do hipopótamo. Apenas cale-se e ouça”. Deus mencionou o sistema solar, constelações, tempestades, animais selvagens e a insignificância do conhecimento humano.
Frederick Buechner resume bem a fala de Deus: “Deus não explica; explode. Pergunta a Jó quem ele pensa que é. Ele diz que tentar explicar o tipo de coisas que Jó quer saber, seria como tentar explicar Einstein a um insignificante marisco ... Deus não revela seu magnífico projeto. Ele revela a si próprio”. Jó rendeu-se de cara no chão.
Jó argumentou partindo de uma concepção errada, concepção esta que nós também abraçaríamos. Deus corrigiu-a, expandindo sua visão para o universo. Não há cálice açucarado, como é apresentado por muitos cristãos. Na ordem do dia divino, a fé humana é mais importante que o prazer.
O diabo não recebe uma repreensão formal no Livro de Jó. Depois dos discursos em que Jó desafia o Senhor, o diabo simplesmente sai de cena, como o bobo do Rei Lear. Até o vejo esgueirando-se na ponta dos pés e saindo de fininho.
Deus não esclarece Jó a respeito da batalha cósmica em que ele foi inadvertidamente envolvido; porque permitir que Jó enxergasse os bastidores significaria mudar as regras da competição que ainda estava em andamento. Deus não consolou, nem justificou, não ofereceu rápidas explicações nem convidou Jó para olhar o vídeo tape e compreender os bastidores.
Deus responde à pergunta sobre o sofrimento no livro de Jó? Não. Deus não fornece uma análise lógica sobre o assunto. Aliás, Ele nem mesmo leva isto em consideração. O que Deus queria de Jó?
Talvez capacitar Jó a reconhecer a legitimidade e a sensibilidade da limitação humana. Nós nos iludimos com a crença de que a nossa mente finita não somente pode, mas também deve saber tudo a respeito de tudo. A resposta de Deus é: “Você não sabe – você não pode saber; e ainda mais, há um legítimo mistério que gera uma necessária sensação de maravilha”.
Ao colocar no vestibular de Jó, perguntas como: onde estava quando a terra e o mar foram formados? Como controlar as ondas do mar, a tempestade e as estrelas? Mostrando a Jó os fundamentos da terra; a represa invisível que impede o mar de cobrir o planeta; a origem da neve; o ponto enigmático de onde surgiu a luz que iluminou o mundo; as estrelas e galáxias que se estendem no espaço; o amanhecer de um novo dia; as leis de evaporação e condensação; o mistério complexo das profundezas do mar; a criação do relâmpago, trovão e as nuvens; a diversidade do reino animal; a harmonia da terra e de todo o universo – Deus nos conduz a uma outra paisagem.
Entretanto, mesmo enquanto me maravilho diante da ofuscante descrição que Deus faz do mundo natural, uma sensação de perplexidade me acompanha. Essas palavras são relevantes?
Clarice Lispector, esbanjou talento ao escrever este delicioso desabafo a “La Jó”:
“Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
meu pecado de pensar”.
Ele recebe. Ele compreende. E o essencial, Ele permite. Jó é o maior exemplo da liberdade de expressão concedida por Deus a um ser humano.
O livro de Jó demonstra que nós podemos dialogar, reclamar e expor nossos momentos de desespero, tristeza, ira, dúvida, amargura, decepção a Deus, sem medo de sermos fulminados. Deus assimila os golpes como um boxeador preparado. A Bíblia mostra com freqüência os seus grandes heróis em luta com Deus. Preferiam expressar o que pensavam, como Moisés e Jó, ou até mesmo ficar defeituoso como Jacó, do que aceitar passivamente o silêncio de Deus ou o desprezo santo, como resposta. Deus lida com todas reações humanas, exceto a tentativa de mantê-lo longe ou ignorá-lo. Isso nem passou pela cabeça de Jó.
A principal mensagem de Jó 42, é que no final Deus corrigirá todas as injustiças. Algumas tristezas, como, a morte dos filhos de Jó, a morte de meus filhos, de minha irmã, não são recuperadas nesta vida. Palavras de consolo não resolvem a dor que encontra solo fértil em nossos corações. Mas no fim, esta dor será absorvida pelo Criador do universo. Terei meus filhos e irmã de volta. E, se eu não acreditasse nisso, que eles estão neste momento, alegremente sorrindo, pulando, e explorando novos mundos, adorando e gozando do privilégio maior, convivendo face a face com o Criador deste fantástico universo, então eu não creria em coisa alguma e teria abandonado a fé cristã.
“Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (I Cor. 15:19). A esperança cristã afirma que a tragédia da perda de meus filhos e minha irmã não é apenas uma fatalidade. Não é simplesmente o problema de um defeito genético, um pedaço de DNA estragado no caso deles, e não foi apenas um erro médico que ceifou a vida dela.
A esperança cristã afirma que estes acontecimentos fazem parte de uma história, uma trágica história até o momento, mas não pertence à tragédia a última palavra. A esperança cristã afirma que o DNA estragado não ficará com a última palavra. Que o erro médico não prevalecerá. A esperança cristã afirma que um dia estaremos caminhando juntos novamente, sentaremos a mesma mesa como convidados especiais do grande e eterno Criador.
No caso de Jó nenhum camelo foi ressuscitado dentre os mortos. Nenhuma casa foi reconstruída. Nenhum filho ressuscitado. Nenhum milagre aconteceu – apenas confiança simples como a de uma criança na grande autoridade de Deus!
O silêncio divino que acompanhou Jó e Jesus, não era o silêncio da indiferença, mas o silêncio de um amor que aguarda o gesto recíproco. A razão das lutas que enfrentamos é demonstrar a nossa fidelidade a Deus. Deus aguarda em silêncio a nossa resposta. A vitória não vem de exercícios de guerra, mas na resposta de amor incondicional e desinteressado.
Jó confiou unicamente em Deus. No final, o conforto de Jó está em sua mortalidade. O corpo físico é reconhecido como pó, o drama pessoal como engano. É como se o mundo que percebemos com nossos sentidos, esse festival deslumbrante e terrível, fosse apenas a película que envolve uma bolha, e tudo o mais, dentro e fora dela, puro esplendor. Sendo assim o sofrimento e a alegria passam a ser então como um breve reflexo, e a morte apenas uma porta que leva a eternidade.

(Trecho extraído do livro "Náufragos da fé" de Samuel Rezende)

40 comentários:

Crashdown disse...

Artigo brilhante. Uma luz resplandecendo nas trevas. As analogias, Lispector, o fato de Deus apostar todas as fichas em nós. Já parou pra pensar quantos Jós estão esparramados pelo mundo nesse momento? Quantas cabeças satanás não pediu? Você me levou a ver o outro lado.
Obrigado.
Deus te abençoe.

Anônimo disse...

que negócio é esse? o seu blog de poesias ñ aceita comentário anonimo? só falta vc me expulsar daqui. Samuel Jó é um mito, nada mais que um mito. analise: qual pessoa poderia ter presenciado o tal dialogo entre Deus e o Diabo?
são essas falhas gritantes que tornam o cristianismo e o judaísmo apenas mais uma crença sem substancia, uma crença inventada para acalmar o medroso homem. mesmo assim foi agradavel ler a matéria. Valeu!!

Chapeleiro maluco disse...

Atravesso momento dificil. Vc nem imagina como algumas coisas que vc escreveu mexeram comigo. Continue escrevendo, Samuel.
Tenho uma dúvida pq vc acha que algumas vezes talvez o sofrimento não queira dizer nada?
Que o Senhor te abençoe.

jaime-fernandes disse...

Agradeço a sua visita à ieba. Também gostei de estar aqui e deste artigo. Posso adicionar o seu blog?

Samuel Rezende disse...

Antes das respostas, gostaria de pedir aos meus visitantes que deixem comentários. Eles funcionam como um mapa a me indicar o caminho a seguir.
Muito obrigado.

Crashdown... a sua pergunta é pertinente? Quantos Jós estão esparramados pelo mundo nesse momento? Eu já tive a minha quota de Jó - claro que não na mesma proporção. E você?

Anônimo... não estou te expulsando, pelo contrário. Apesar de achar que você deveria se identificar. Quanto a sua afirmação de Jó é um mito, você não apresenta nenhuma base racional para isso. Como você não crê na inspiração divina fica difícil dialogar. Se quiser me envie um e-mail. Volte sempre.

jaime-fernandes... obrigado pela visita. Claro que pode me adicionar a sua lista de blogs.
Abraços.

Glaucia Roisin Campos disse...

Imaginava que você fosse diferente. Um senhor de cabelos grisalhos e óculos. Para minha surpresa vejo um jovem, talentoso e que mais uma vez me obriga a imprimir o texto e repassar para alguns irmãos - preciso de autorização?
Que o Senhor te abençoe, irmão.

Eliot D. Chambers disse...

Samuel,

Muito didática sua abordagem sobre o sofrimento. Que bom se os cristãos ao menos tentassem perceber porquê Deus permite sofrimento em nossas vidas.

Já passei por maus bocados, e hoje vejo o quanto cresci. Como diz uma amiga minha: "Deus não nos livra DA batalha. Deus nos livra NA batalha".

Só uma dica de webwriting: Faça posts menores. Eu só li tudo porque imprimi, sabendo que valeria a pena. Abraço!

Samuel Rezende disse...

chapeleiro maluco... creio que algumas vezes o sofrimento não quer dizer nada. Vivemos em um mundo sujeito a acidentes e outras mazelas, e ao cristão não é prometido um tratamento de proteção especial. Jesus disse: "Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todoso os outros habitantes de Jerusalém?"
Graça e paz.

Glaucia... gostei do jovem. Pode imprimir e distribuir o quanto desejar. Abraços.

Samuel Rezende disse...

Eliot... agradeço a visita e a dica. Os próximos posts serão menores... extrairei pequenos trechos de determinado capítulo.
Abraços.

figueira disse...

falar o quê? A profunda reflexão que li, estabelece a premissa do Espírito: paciência, fé, esperança etc.. Coloquei as duas fotos suas na abertura do blog, com muito prazer. e vejo que já colou uma delas aqui.
Sê tu uma benção.

Caio Kaiel disse...

Olá Samuel... parabéns com o "perdido anônimo", paciência é uma virtude, ainda mais com quem a gente precisa muito... meu conselho ao in-distinto seria para ele começar a amadurecer as críticas, ou pelo menos se identificar, enfim...olha, neste momento tem um diabo discutindo com Deus na minha cabeça para saber o que eu responderia ao GAROTINHO DE PRÉDIO. Desculpe qualquer coisa, mas é triste ler isso... ver alguém chamar a base de toda a civilização dele de crença sem substância - crença boa deve ser a crença que ele tem em Marx - Misericordia.
Deus te abençoe meu IRMÃO.
No Amor de Cristo... principalmente para o anônimo.

zanzimar disse...

Irmão, sei q tem razão dizendo q desconhecemos o q acontece no mundo espiritual. Mas é tão difícil compreender por q Deus permite esse tipo de ação maligna.
Sei que sou uma criança na fé, mas as dores que tenho passado fazem estremecer minha crença. Vc tem sido um conforto na dor q vivo.
Não diminua o tamanho, sua mensagem pode ver meio aérea.
O Senhor esteja contigo.

figueira disse...

Ooou. Tem nada a ver o que vc falou. A sua fota com Mara Maravilha ficou clara por causa das luzes. Até um tolo como eu sabe disso.
Sê tu uma benção.

Samuel Rezende disse...

Figueira... continuo achando que na foto que você colocou no seu blog - Samuel e Mara Maravilha - eu estava parecendo um cadáver. Sei que as luzes foram as grandes responsáveis pelo tétrico efeito... mas isso não apaga a impressão. Abraços.

Samuel Rezende disse...

zanzimar... louvado seja Deus por estar usando o material que escrevo como fonte de conforto para você. Deus te abençoe.

Pescador... sinto atração por ateus e agnósticos. Talvez pelo fato de ter caminhado entre eles. Acho que eles parecem pessoas perdidas, procurando um placa indicativa. Essa placa está na frente deles, mas como estão à beira de um ataque de nervos, não conseguem vê-las. É nessas horas que um trauseunte desavisado, deve notar os vincos na testa, o olhar agitado e perguntar: o que procuras? Talvez eu possa te ajudar.
Graça e paz.

Vilma disse...

Samuel: é sempre bom receber a tua visita e ainda bem que te faço rir. Acho que como filhos de Deus, devemos mostrar que somos alegres e tirar a ideia que somos carrancudos...eu não sou nada! :))
Quanto à falta dos meus comentários, não estranhes... os teus textos são muito bons (excelentes mesmo) e até o meu marido, que não é crente, os lê.
Mas na maiorria das vezes não comento porqeu não há o que comentar.... apenas meditar bastante no que escreves! :))

Irís Almeida disse...

Talvez você tenha razão, Deus é incompreensível. Até porque não olhamos atrás da "cortina". O que me emocionou foi você fazer ver que a nossa reação é de extrema importância. Obrigado por me atender.

Caio Kaiel disse...

Olá Samuel... eu tive que imprimir o texto, resultado... li três vezes e me surpreendi. Glória a Deus! Concordo plenamente... eu sempre digo, mas as pessoas não querem entender - Deus já fez mais do que merecemos ao proporcionar a salvação... Ele não precisaria fazer mais nada (claro que Ele quer), mas preciamos entender que sem Ele fazer algo já estamos devento tudo... mas as pessoas gostam do desejo atendido (eu tbém, porque não)... e no texto isso foi dito com muita sabedoria - "a Fé é mais importante que o meu prazer"... fechou!!! Deus te abençoe - e quero este livro... mande-me um e-mail!

Marisa Legromonte disse...

Que bom poder encontrar artigos esclarecedores como os seus.
Guarde o meu e-mail e assim que publicar os livros me avise como poderei adquiri-los.
Deus te abençoe.

Claire disse...

Muito loooongo, Samuel; mas muito bom. O q me mais me apaixona no livro de Jó (como em grande parte dos Salmos tb) é essa franqueza com q ele se apresenta; sua amargura com Deus; o seu interrogar, a honestidade das suas perguntas. "Até quando, Senhor?" clama um salmo. E Deus é capaz de absorver tudo isso; como qdo Josué questiona Deus após a derrota em batalha, Deus ouve e não nos fulmina (como alguns crentes parecem crer). E os desabafos humanos, tão humanos e falíveis, Ele permite q estejam na Sua Palavra.

Samuel Rezende disse...

Coisas de mim... a sua presença, de forma palpável, é importante para mim. Graça e paz.

Irís... foi um enorme prazer. Abraços.

Pescador... eu também clamo a Deus por ações mais contundentes.
Em meados do ano que vem, os livros serão lançados. Estarei te informando como e onde adquiri-los. Até lá, você vai ter que me engolir a conta-gotas :-))
Graça e paz.

Ilidio Soares disse...

"Deus aguarda em silêncio a nossa resposta." é verdade.pura verdade.
abçs
Ilidio

Samuel Rezende disse...

Claire... costumo comparar os salmos a uma montanha russa. Há salmos de adoração e extase espiritual, há salmos de decepção e angústia. Esse sobe e desce reflete primorosamente a condição humana, um reflexo que nos atrai.
Deus te abençoe.

Samuel Rezende disse...

Ilídio... qual a sua resposta? O talento que Deus lhe deu e que destaca-se no seu blog confissões de um viajante, é algo que chama a atenção.
Abraço.s

Anônimo disse...

DIREITO DE RESPOSTA:-/
SAMUEL, O SEU BLA BLA BLA SOBRE INSPIRAÇÃO DIVINA Ñ CONVENCE.
VC FUGIU DA PERGUNTA: qual pessoa poderia ter presenciado o tal dialogo entre Deus e o Diabo?
Vai outras incoerencias:
1)Jesus errou dizendo q Zacarias era filho de Baraquias e não de Joiada (Mateus 24.35)
2)Jesus errou feio quando disse que o final dos tempos ocorreria naquela geração (Mateus 24.34)(Mateus 10.23)
3)Mateus escreveu q Judas morreu enforcado. Atos diz que ele esborrachou-se no chão
4)Mateus diz q "os ladrões" injuriaram Jesus (Mateus 27.44). Lucas fala q apenas um o injuriou (Lc. 23.39)
5)|Mateus diz q um anjo estava no sepulcro (Mateus 28.5). João diz q eram dois (João 20.12)
6)Mateus diz q o centurião foi atrás de Jesus (Mateus 8.5-13). Lucas diz q o centurião enviou anciãos (Lucas 7.2-10)
7)Jesus erra feio dizendo q o grão de mostarda é a menor semente (Mateus 13.31,32)
8)Mateus diz q Jesus curou dois cegos (Mateus 20.20) e Marcos diz q foi um (Marcos 10.46)
9)Mateus diz q um ano estava no sepulcro (Mateus 28.5) e João diz q eram dois (João 20.12)
Existem inúmeras contradições. Aos poucos colocarei heheheheheheheh

Quanto ao Pescador ------GAROTINHO DE PRÉDIO?
A sua rede tá furada, ñ sou marxista. Não creio em Deus porque ñ há evidencias.
Pescador me responda: pq 99% dos cristãos são destemperados??
Se irritam com a oposição. Até parecem petistas que atacam, atacam, atacam e quando são atacados ficam enfurecidos.
Valeu!!

Caio Kaiel disse...

Valeu mesmo, ainda "anônimo", sua presença é importante, não duvide... o blog não é meu, mas eu sei que o Samuel gosta de vc por aqui, e concordo com ele, se quiser, visite o meu tbém... e olhe, a sua garra em evidenciar sua fé mostra uma "religiosidade" que me constrange...

E até conhecer vc, quem saiba um dia, eu pude lançar as redes imagináveis para suas atitudes, ainda anônimas - desculpe se te chamei de marxista, sei que peguei pesado - cara, Petista foi de amargar...hehehe

Olha, não concordo quanto aos 99% de destemperados... talvez eu tenha errado por ficar nervoso com quem gosta de se opor em anônimo (foi só por isso) - e eu acredito que 100% das pessoas se destemperam com atitudes covardes/anônimas (nada pessoal)... mas vc ligar isso ao ser cristão é besteira, argumento vazio.

Uma coisa...legal vc ter lançado suas primeiras mostas de "contradição"... está disposto mesmo a abrir toda sua "segurança" nestes pontos? Diga, o que vc vai fazer se conseguir ver a Verdade nestes fatos? Que ela não seja dita por nós, mas por ELE em pessoa, e te digo por experiência própria, já pensei como vc, e tenho vergonha tenho vergonha de ter pensado como vc um dia, falo isso como amigo que desejo lhe ser... topas mudarmos isso de confronto para amizade?

Deixo o Samuel falar e tomar as decisões no Blog dele, ok?

Abraços! Tá aberto o convite para aparecer no meu blog para pescarmos...

Eliot D. Chambers disse...

Olá amigos ! Olá anônimo !

Anônimo: Desculpe-me, mas já vi que como ateu, você é peso-pena. Se, para você, não há evidências da existência de Deus, lembre-se também que não há evidências da NÃO-EXISTÊNCIA de Deus. Portanto, no placar dos argumentos, está 1x1.

Para início de conversa: não acredito em ateus. A Bíblia fala que Deus pôs a Eternidade no coração do homem. Sua militância ateísta é fruto da sua preocupação com o sobrenatural, com a transcendência. É por isso que o Pescador disse que você também é religioso.

E se para você, não se pode saber ao certo da existência dEle, como você sabe ao certo de que seu posicionamento ateu ou agnóstico é o mais sensato? Hummm....

Acreditas na teoria do ‘acaso original’ ou ‘acaso espontâneo’ ? Bem, então me explique o que fez com que o tal encontro de moléculas criasse de si mesmo vida? Será que não havia desde antes uma ordem, uma estrutura subjacente, um logos, que permitiria que esse encontro, ainda que ao acaso, fosse criador de vida? Claro que sim. É por isso que a Bíblia diz que no início era o Verbo, que era Deus, e estava com Deus.

És entusiasta da “Ciência”: Então me explique porque não há consenso entre os cientistas sobre estas questões. Isso só mostra a fragilidade da tão louvada e pretensa “autoridade” dos cientistas.

Só não me apareça aqui papagaiando o ultra-contestado darwinismo, que ai vou te chamar de incoerente.

Quanto às supostas contradições bíblicas: elas apenas denotam o total desconhecimento de ateus no assunto. Simplesmente porque não sabem ler. Leram de forma superficial, apressada e preconceituosa, e, eu diria até, com medo, pois sabem dos inúmeros casos de ateus que foram estudá-la e tornaram-se cristãos.

Anônimo, para de ler a Superinteressante e estude a metafísica aristotélica ou medieval. Leia a Bíblia com calma, maturidade e coragem. Faça como Isaac Newton, Blaise Pascal e Dostoievski: curve-se diante do Imensurável.

Samuel Rezende disse...

Antes de qualquer coisa, quero deixar bastante claro, ao Eliot e ao Pescador que vocês sempre serão bem-vindos. Estejam a vontade para comentar o assunto que desejarem. O blog é nosso!

Vamos ao Anônimo - eu creio que conheço a sua identidade, mas respeitarei o fato de estar se ocultando.
Sinceramente, esperava que você destilasse considerações que exigissem um trabalho apologético mais profundo. Mesmo assim, as suas perguntas demonstraram que conhece - ainda que superficialmente - a Bíblia. Isso é bom, pois significa que está aberto - ainda que não reconheça -a ação do Espírito Santo. Afinal é Ele quem convence do pecado, da justiça e do juízo.
Vamos aos tópicos:
1- Houve um Zacarias, filho de Baraquias (Zc. 1:11). Não sabemos como morreu. Portanto, a sua tese de erro rui por terra.
2- Ateus e agnósticos costumam dizer que os Evangelhos foram manipulados pela Igreja Primitiva. Ora, a incoerência salta à vista: se a Igreja tivesse manipulado, passagens de difícil explicação - como esta - não existiriam. Mas, vamos lá. Apesar de Albert Schweitzer achar que Jesus - em virtude da limitação humana que vivenciava - errou sobre a época do seu retorno em glória, penso diferente. A palavra "geração" em grego (genea) pode significar raça. Isso implicaria que Jesus estava dizendo que a raça judia não seria extirpada da face da terra, até que todas as coisas fossem cumpridas. Paulo reforça esse tese (Rm. 11:11-26). Quando indagado pelos discípulos quanto ao tempo da restauração do reino à Israel, Jesus retrucou que não era da alçada deles, saber o tempo designado (At. 1:6,7). Geração também pode significar as pessoas que viverão durante a grande tribulação.
3)Judas enforcou-se. Você pode afirmar que ele não usou uma árvore à beira de um penhasco?
4- Quando há mais de um observador de um determinado acontecimento, é comum aparecerem supostas contradições. Se as narrativas fossem idênticas seria um sinal de que foram manipuladas. Isso faz ruir por terra o conceito de manipulação dos textos pela Igreja. Pode ser que, inicialmente, os dois ofendiam Jesus, mas um se arrepende e o outro continua firme nos ataques. Será que ficou impressionado com o fato de Jesus perdoar até mesmo aqueles que o crucificavam?
5- Novamente entramos no terreno de observadores diferentes. Mateus não diz que havia apenas um anjo. Onde há dois, com certeza há um. Mateus se concentrou no anjo que falou. João no número de anjos que as mulheres viram.
6- Falta de conhecimento histório é um sério problema, caro anônimo. Um representante que era enviado, falava por seu senhor. Ainda hoje, há representantes oficiais de Presidentes etc.
7- Jesus estava falando para os fazendeiros do primeiro século. Utilizou uma linguagem conhecida por aqueles homens. Não vejo erro algum. Creio que você costuma admirar o nascer do sol. Mas sabemos que o sol não nasce. Me poupe, anônimo.
8- Você errou no trecho. O correto é Mateus 20:29-34. A resposta é a mesma que dei no item 5.
9- Parece que você estava nervoso pois repetiu a pergunta 5.

Vamos para o próximo round. Mas, por favor, apresente "contradições" mas difíceis.

MC disse...

Samuel
como sempre, gostei da tua reflexão do livro de Jó. Ver a perplexidade de Jó perante o seu sofrimento e a resposta (silêncio)de Deus é ver a vida de cada homem. "A omnipotência de Deus é a omnipotência do amor".
Uma coisa acredito firmemente; Deus não é alheio ao nosso sofrimento. O nosso sofrimento é o d'Ele. Queremos nós que o d'Ele seja o nosso?

Samuel Rezende disse...

Mc... disseste uma grande verdade: "o nosso sofrimento é o dele". O profeta Isaías assim resume: "Em toda a angústia deles, foi ele angustiado" (Is. 63:9).
Graça e paz.

Marlene Maravilha disse...
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Marlene Maravilha disse...

Olá Samuel!Obrigada pelas palavras no meu blog.
Que a tua simplicidade, clareza e profundidade possam alcançar muitas vidas.
Realmente o artigo é brilhante. Não te preocupes com os debates que possas causar. A vitória total é do Espírito Santo, que é vivo e eficáz.
Entra no link Evangélica do meu blog e poderás ver o meu testemunho completo.
Nos falamos.
Que a paz do Senhor esteja sobre ti.
Abraços

Samuel Rezende disse...

Marlene... agradeço a visita e o comentário incentivador. É Deus o autor e consumador da fé.
Graça e paz.

Anônimo disse...

Very cool design! Useful information. Go on! L and a pressure washers

Márcia Medeiros disse...

Eu Creio em DEUS.
Disso nunca tive a menor dúvida.
De uma forma que não sei explicar, nunca precisei que DEUS reprisasse nenhum feito grandioso e conhecido do passado ou fizesse algo inusitado ou sobrenatural para confirmar a minha fé.
Também nunca me senti a vontade para pedir-lhe que me provasse sua existência, pois eu sei que ELE existe age e interage conosco.
Creio num DEUS presente e de perto. Olhar pra o céu ou para o que há na terra só nos dá uma vaga e simbólica idéia de sua onisciência.
Pra mim DEUS existe mesmo que eu não cresce nele.
Alías, se não cresse faria um esforço enorme para crer, pois da sentido a vida crêr Nele.
Eu creio, e, mesmo quando aparentemente não me sobra nada, é quando ELE me faz sentir possuo fé.
Eu creio e ponto.
Só sei que é assim.
Mas, apesar da minha fé está em DEUS, o meu corpo e meus sentidos estão aqui na terra, e isso me faz ouvir de pessoas, algumas muito queridas e sinceramente enganadas, porém sem a menor sensibilidade de reconhecer minha humanidade, que o meu momento de desemprego, a dificuldade financeira, a crise no meu casamento e, principalmente, essa doença crônica e progressiva de mamãe é uma forma de DEUS provar a minha fé ou ainda que DEUS estaria me punindo por algo que eu tenha feito.
De onde você tirou isso?
Quem é o DEUS que você conhece?
Não é a minha fé que DEUS está provando, é a sua!
Então DEUS esta me punido, AMÉM!!!
Pois DEUS pune aquele a que ama, mas não como o pai que pune sem dar idéia do porque da punição.
É punição? Então que seja, pois DEUS não pune para sempre e nem tem prazer no sofrimento.
Quem é o DEUS que você conhece?
Porque DEUS daria a minha mãe uma doença tão atroz como o Alzheimer.
Como você teve o desprendimento de dedicar seu tempo para me falar sobre punição e castigo? acredita mesmo que DEUS sente prazer em ver diariamente a minha mãe perdendo a identidade, se tornando incapaz de coisas simples como tomar banho ou alimentar-se, em vários momentos me chamando de mãe e ficando cada vez mais isolada num mundo só dela?
Quem é o DEUS que você conhece?
Você acredita mesmo que DEUS se satisfaz em brincar com a minha sanidade?
Quem é o DEUS que você conhece?
Sinceramente, eu queria sentir, no mínimo, compaixão por você, mas minha limitação humana não me permite tamanha hipocrisia.
Por isso, num esforço sobre-humano, eu peço ao DEUS que eu creio, que existe, que age e interage, estando eu feliz ou triste, tendo muito ou quase nada, mas tendo fé, que te dê a oportunidade de sair dessa posição de juiz e aprender como o bom samaritano e usar compaixão sempre que necessário. E, principalmente, a ler com os olhos de um verdadeiro cristão o livro de Jó.
Não sou Jó, não quero sê-lo e nunca ouse me comparar a ele.
São alguns desses motivos que me reservo ao direito de manter longe de vocês "santos" frequentadores assíduos de igrejas.
Eu creio em DEUS e, ainda que você duvide, ELE sabe disso.

Márcia Medeiros
Rio de Janeiro, 19/02/2007
rmnaveg_rm@yahoo.com.br

Anônimo disse...

best regards, nice info » » »

Edu Cordeiro disse...

Olá!

Obrigado pelo Belo Texto, assim como pela oprotunidade de uma boa Leitura sobre literatura Sapiêcial. Jó é meu texto de forum intimo.

Edu

Nandinha disse...

caramba, moço...
vc me deixou de boca aberta com tanta clareza...talvez as palavras não expressem como o que vocÊ disse me foi útil, uma vez que já houveram tantos elogios...rsrs
com certeza visitarei sempre, se permitir, um blog tão inteligente...

Nandinha disse...

a propósito, gostei do seu gosto musical e tenho várias músicas do estilo, caso queira trocar mp3...
basta contatar pelo e-mail: nandabanan@hotmail.com
Mais uma vez, parabéns.

Gabriel Nagib disse...

Comecei a ler e já gostei. Foi em Jó que comecei a mudar minhas idéias a respeito de Deus, pois aprendi na "igreja" a teologia dos amigos de Jó.