sexta-feira, outubro 28, 2011
Dez Minutos mais Velho: O Celo
Título original: Ten Minutes Older: The CelloDireção: Diversos
Gênero: Drama
Tempo de duração: 95 minutos
Ano de lançamento: 2002
Sinopse: Intitulado ''The Cello'' (o celo), esta é a segunda parte do projeto que reúne diretores de todas as partes do mundo para dar a sua visão do tempo. Aqui, oito cineastas - Bernardo Bertolucci, Claire Denis, Mike Figgis, Jean-Luc Godard, Jirí Menzel, Michael Radford, Volker Schlöndorff, István Szabó - falam sobre o nascimento, a morte, o amor, o drama de cada momento da vida e mitos passados.
segunda-feira, outubro 24, 2011
Decibéis
Sofrimentos, dificuldades, provações, frustrações e tragédias, em alguns casos, são as únicas forças fortes o suficiente para chamar a nossa atenção e corrigir a rota. Nas mãos de Deus a dor torna-se um instrumento para nos despertar e gerar mudanças em nossas vidas. C. S. Lewis dizia: “Deus sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nosso sofrimento: ele é o seu megafone para despertar um mundo surdo”. Um aumento nos decibéis pode a única forma de chamar a atenção. ©
Amores Expressos
Título original: Chung Hing sam lam / Chungking ExpressDireção: Kar Wai Wong
Gênero: Drama/Romance
Tempo de duração: 102 minutos
Ano de lançamento: 1994
Sinopse: Dois policiais, duas mulheres solitárias, duas estórias sobre amor, nas suas mais estranhas e variadas manifestações. A primeira estória é do policial 223, que se encontra com uma viciada traficante de heroína, por quem se apaixona e guarda na memória. A segunda, do policial 633, que acaba de ser rejeitado de um romance de cinco anos e começa a ver em uma atendente de fast food uma nova possibilidade de relacionamento.
sexta-feira, outubro 14, 2011
Um Ninho
Em “Pollyana”, romance de Eleanor H. Porter, a tia da menina Pollyana traça uma seqüência de “obrigações” com as quais a garotinha deve “ocupar” seu tempo. E Pollyana protesta porque, com tantas “obrigações”, não sobrará tempo para viver. A tia, uma mulher prática e sensata, retruca: “Claro que você terá tempo de viver. Estará vivendo enquanto faz todas essas coisas, oras”. A menina, muito perspicaz, observa: “Não, tia Polly. Eu estarei respirando o tempo todo, e não vivendo”.
A vida que o mundo valoriza não é a vida que eu amo, aquela na qual anseio estar imerso. Ler, escrever, ficar perto das pessoas que amo, assistir um filme, orar, ouvir música.
Vivi seguindo trilhas, perseguindo pistas, rastros, entrando em atalhos, dando voltas inúteis, abrindo mapas, lendo placas adiante nas encruzilhadas. Hoje, gosto de me perder nos lugares, gosto da sensação de não reconhecer nada e depois começar a reconhecer o que tinha esquecido.
Agora estou perdido nesses corredores cheios de avenidas, estradas, vias auxiliares e acostamentos. Estou aturdido com tantas possibilidades, tanta vaga para estacionar, que ainda não saí do lugar, o motor não roncou, não soltei o freio de mão, não virei a chave, não dei a partida.
O que sei é que passei muito tempo na garagem, trancado com os vidros fechados, numa espécie de cativeiro voluntário. Agora quero estar acelerando numa estrada, parando no acostamento, para observar um ninho de pássaro.
O cristianismo não é uma religião do templo, embora durante a história ele tenha prevalecido. Mas o Deus no qual acreditamos, é o Deus que está em todos os lugares.
A poetisa Wislawa Szymborska escreveu:
Tenho céu atrás de mim, sob as mãos
E debaixo das pálpebras.
Estou enredada de céu
E isto me exalta.
E debaixo das pálpebras.
Estou enredada de céu
E isto me exalta.
Partes poeirentas, líquidas, montanhosas,
Passageiras e queimadas do céu, migalhas do céu,
Brisas de céu e montes.
O céu é onipresente
Até nas trevas sob a pele
Passageiras e queimadas do céu, migalhas do céu,
Brisas de céu e montes.
O céu é onipresente
Até nas trevas sob a pele
O poeta Gerald Manley Hopkins se encantava com um arco-íris, uma ninhada de ovos de tordo era “um pequeno e baixo céu”, a ferradura de um cavalo era uma “sandália brilhante e destruída”, o mundo era um torvelinho divino e Deus o símbolo da exuberância eterna.
A Terra não seria uma espécie de grande ninho onde se aconchegam várias espécies? ©
Jornada pela Liberdade
Título original: Amazing GraceDireção: Michael Apted
Gênero: Drama/História
Tempo de duração: 117 minutos
Ano de lançamento: 2006
Sinopse: A vida de William Wiberforce (Ioan Gruffudd) mostra como a perseverança e a fé de um homem mudaram o mundo. Líder do movimento abolicionista britânico, o filme mostra a luta épica para criar uma lei com objetivo de acabar com o tráfico negreiro. Durante esta jornada, Wilberforce encontra oposição intensa dos que acreditavam que a escravidão estava diretamente ligada à estabilidade do império britânico. Em seus amigos, incluindo John Newton (Albert Finney), um ex-capitão de navio negreiro que compôs o famoso hino Amazing Grace, encontrou suporte para continuar lutando pela causa.
sexta-feira, outubro 07, 2011
A Criação
O homem ocupa um espaço entre os animais e os anjos, é um peregrino investigando a sua jornada, e que encontra a salvação não na ciência ou na filosofia, mas em um evento histórico que envolve uma pessoa.
O homem é o único amador, todos os outros são profissionais. Eles não têm lazer e não o desejam. Quando a vaca acaba de comer, ela rumina; quando ela termina a mastigação, ela dorme; quando ela acorda, ela come novamente. Ela é uma máquina que transforma capim em vitelos, leite e bezerros. O leão não pode abandonar a caça, o castor não desiste da árdua missão de construção de barragens, nem as abelhas ignoram a produção de mel.
De todos os fantasmas que assombram o cosmos, dentre bilhões de objetos estranhos no universo – quasars, pulsars, buracos negros – o ser humano é o mais estranho.
Eu não sou nenhum cientista, sou apenas um peregrino com um pé na teologia e um amor por palavras. Como um pensador eu tento descobrir que a beleza é mais do que um fato, um mistério. Eu gosto da natureza – das coisas belas e grotescas. Na natureza eu encontro o enredo da graça e o êxtase da violência; a paisagem intrincada revelada na morte; o mistério, a novidade e um tipo de exuberância nostálgica.
Ali habita o mistério da criação contínua e a variedade imensurável de cores e formas. A incerteza da visão, o horror do fixo, a dissolução do presente, a beleza imensurável, a pressão da fecundidade, a ilusória natureza livre e a perfeição danificada.
A paisagem revela a beleza extravagante da criação. A criação faz a conexão da eternidade com o tempo, em intrincadas malhas que refrigeram os olhos. Você não precisa de iscas, ganchos e redes; basta se maravilhar. ©
A Árvore da Vida
Título original: The Tree of LifeDireção: Terrence Malick
Gênero: Drama
Tempo de duração: 138 minutos
Ano de lançamento: 2011
Sinopse: Árvore da Vida aproxima o foco na relação entre pai e filho de uma família comum, e expande a ótica desta rica relação, ao longo dos séculos, desde o Big Bang até o fim dos tempos, em uma fabulosa viagem pela história da vida e seus mistérios, que culmina na busca pelo amor altruísta e o perdão.
quarta-feira, setembro 28, 2011
Poder
Uma vez eu estava no alto de uma montanha olhando o mar de árvores, quando um trovão me pegou desprevenido. Encontrei uma tempestade perseguindo os meus passos. Temendo os raios, deslizei pelo caminho de volta, fugindo para algum lugar seguro. Enquanto corria, eu olhava os navios escuros que se formavam no céu, enquanto o vento chicoteava as folhas das árvores. Eu sabia que corria perigo, mas havia uma estranha beleza e alegria na paisagem que me envolvia.
Mas como pode ser belo e alegre algo que tem o poder de destruir? Quando me vi em um lugar seguro e confortável, fiquei pensando no quanto estou acostumado com o que é controlável, amável e seguro. Ao me deparar com a força desenfreada e incontrolável, a considero uma ameaça. É uma resposta natural. Nas mãos dos homens, o poder bruto é corrompido. Desde a queda, as coisas poderosas podem ferir, matar e destruir. O nosso padrão de vida nos mantém isolados dos caprichos dos vendavais ou do toque selvagem da chuva durante a noite. O poder é algo que aprendemos a evitar. A não ser que o poder esteja em nossas mãos.
Por isso vi na criação de Deus uma beleza arriscada. A verdade é que Deus é o poder absoluto. A sua santidade tem uma força muito maior do que a tempestade mais selvagem que já varreu a terra. A luz da sua presença queima como um relâmpago. A sua voz retumba com a força de milhões de trovões acumulados. E, no entanto, o seu poder é incompreensivelmente bom. Porque o amor está na raiz de sua natureza; o poder de Deus toma a forma da graça para aqueles que o amam.
Estar exposto a força da natureza me leva a Deus. Eu não posso esperar que Ele responda ao mal com a passividade. Eu não posso esperar que Ele aja ou me visite nas formas que se encaixam com as expectativas que criei. Também não posso esperar que Ele irá acariciar o pecado que está em meu coração. Amá-lo significa a destruição de tudo que está errado em mim.
As tempestades e noites escuras que, ocasionalmente, visitam a minha vida, são perigosas, mas também são boas, porque vêm de Deus. Elas têm uma finalidade. Na sua selvageria eu toco uma fatia da graça de Deus que inunda todos os cantos da minha vida. Há partes de mim que precisam ser esmagadas pelo seu poder. Ele saberá manusear os restos e formará uma obra mais bela. O toque de Deus, ainda que pareça selvagem, reflete a sua bondade. E, para mim, não pode haver maior beleza do que isto. ©
quarta-feira, setembro 21, 2011
Expulso: Não se Permite Inteligência
Título original: Expelled: No Intelligence AllowedApresentação: Ben Stein
Gênero: Documentário
Tempo de duração: 90 minutos
Ano de lançamento: 2008
Tamanho: 700 mb
Sinopse: O documentário é uma crítica ao posicionamento da moderna que dentro da chamada “liberdade acadêmica” suprime toda e qualquer idéia científica que não seja naturalista. Qualquer pressuposto de design deve ser eliminado ou no mínimo chamado de pseudo-ciência. Quem paga o preço por desafiar o “status quo” são os cientistas, professores e alunos que ousam desafiar essa “liberdade acadêmica” que cremos possuir.
quarta-feira, setembro 14, 2011
O Silêncio ao Amanhecer
Há algo no silêncio nos momentos que antecedem o amanhecer que sempre nos cativa – um profundo suspiro antes do esplendor do dia brotar como o som de uma retumbante trombeta. É um silêncio que encontra eco na fundação do universo quando a primeira música foi cantada. É uma pausa que parece direcionar-se para o mundo em preparação para os desafios que se avizinham, uma pausa entre os sonhos de ontem para as realidades do dia. Os cantos noturnos dos grilos já cessaram, o vento da madrugada sopra com insondável tranqüilidade envolvendo-nos como uma canção de ninar, como uma serenata para um coração que cochila. Há uma paz que possibilita ouvir uma canção harmônica, um convite para retornar ao útero como se voltássemos a um abraço. É o silêncio de Deus cujas palavras se tornaram a base de tudo que foi criado e construído. É o silêncio da sua profunda satisfação – e viu Deus que era bom. É o silêncio da alma que finalmente chega em casa e encontra descanso.
Como uma névoa, misteriosa e profunda, este silêncio irá desaparecer. Logo o movimento do mundo irá romper essa fina membrana de tranqüilidade. Em breve a correria e a fadiga da vida irá se intrometer. O confronto das exigências e necessidades irá perturbar o ambiente. Dor, desconforto e stress é o emblema do mundo que nos rodeia.
Gostaria de congelar a calma no abraço do momento sagrado, não me atrever a sair para o barulhento mundo. Mas nós não somos criados só para Schumann, mas também para a existência e à luta na dureza do sol – não devemos apenas celebrar a tranqüilidade do seu amor, mas trazer esse amor para um mundo que é cruel e cheio de dor. ©
O Presente
Título original: The Ultimate GiftDireção: Michael O. Sajbel
Gênero: Drama/Romance
Tempo de duração: 114 minutos
Ano de lançamento: 2006
Sinopse: Jason acabou de perder o avô bilionário que sempre odiou e estava certo de que não herdaria nada. Mas se enganou: "Red" Stevens (James Garner) deixou 12 tarefas para Jason, ao fim das quais ele será avaliado e, se merecer, terá direito ao que Red chama de "o maior de todos os presentes". Cada uma dessas tarefas tem o objetivo de promover alguma mudança em Jason, mas nenhuma terá tanta força quanto o encontro casual com a pequena Emily (Abigail Breslin).
quarta-feira, setembro 07, 2011
Tess
Título Original: TessGênero: Drama, Romance
Tempo de Duração: 190 minutos
Ano de Lançamento: 1979
Direção: Roman Polanski
Qualidade: DVDRip
Sinopse: Nastassja Kinski estrela este filme dirigido por Roman Polanski, aclamado pela crítica e adaptado a partir da obra de Thomas Hardy. Uma recriação visual incrível da Era Vitoriana, com belos figurinos e locações memoráveis. Na Inglaterra do século 19, a bela Tess (Nastassja), filha de um fazendeiro, é enviada para viver com seus parentes nobres, os d'Uberville. Ela é seduzida e abandonada por seu primo, Alec (Lawson). De volta à fazenda de seu pai, ela dá à luz a um bebê natimorto e enfrenta a hipocrisia da sociedade e até mesmo de seu grande amor, Angel (Firth). Vencedor de 3 Oscar.
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