quarta-feira, setembro 04, 2013

A Festa de Babette

Título original: Babettes gæstebud / Babette's Feast
Direção: Gabriel Axel
Gênero: Drama
Tempo de duração: 103 minutos
Ano de lançamento: 1987
Sinopse: Duas jovens vivem com o pai, um rigoroso pastor luterano, em um pequeno vilarejo da costa dinamarquesa. Um barítono fica admirado com a voz de uma delas, e tenta convencê-la a acompanhá-lo a Paris. Alguns anos depois, bate à sua porta uma parisiense pedindo refúgio: Babette (Stéphane Audran) vem recomendada pelo agora famoso cantor de ópera, e se oferece para ser a cozinheira e faxineira da família. Muitos anos depois, ainda trabalhando na casa, ela recebe a notícia de que ganhara uma fortuna numa loteria em Paris. Para comemorar o centenário do nascimento do falecido pastor, Babette oferece um banquete aos membros da comunidade.

terça-feira, agosto 27, 2013

A Morte do Caixeiro Viajante

Título Original: Death of a Salesman
Direção: Volker Schlôndorff
Gênero: Drama
Tempo de duração: 136 minutos
Ano de lançamento: 1985
Sinopse: Willy Loman (Dustin Hoffman) passou toda sua vida acreditando que ele e sua família atingiriam o poder, seriam ricos e muito felizes. Porém, lutando dia a dia como um caixeiro viajante, ele está prestes a perder seu emprego. Willy não consegue mais pagar suas contas e começa a perder o senso de realidade derivando por coisas de seu passado e mergulhando em uma crise profunda e desesperadora. Enquanto isso, toda sua família, sua esposa Linda e seus filhos Biff e Happy, tentam lutar contra sua autodestruição e os fantasmas de seu passado. 

terça-feira, agosto 20, 2013

As Bagagens

Jesus nos convidou a deixar todas as bagagens que carregamos, em suas mãos. Não consigo perdoar uma pessoa que me ofendeu. Conte isso a Deus, entregue a sua bagagem. Meu temperamento é explosivo e não consigo mudar. Conte isso a Deus, entregue a sua bagagem. Não consigo domar a minha língua. Conte isso a Deus, entregue a sua bagagem. Não consigo controlar os meus impulsos sexuais. Conte isso a Deus, entregue a sua bagagem.
Há inúmeras bagagens, dos mais variados formatos, tamanhos e cores. Você se surpreenderá com a forma de atuação divina. Verifique constantemente se o peso daquela bagagem já não se faz sentir. Quando notar que a vida está mais leve, pode ser que se imagine portador de uma singular maturidade espiritual, que já está bastante avançado na estrada cristã e balance a cabeça quando se deparar com irmãos que não conseguem abandonar as bagagens.
Nesse momento, está na hora de contar a Deus sobre o seu orgulho e entregar mais uma bagagem.

segunda-feira, agosto 12, 2013

A Assinatura do Artista

Estremeço quando medito na grandeza do universo, ínfima amostra da grandeza de Deus. Nuvens patinam no céu, estrelas permanecem penduradas no firmamento, linhas abstratas voam nas asas das borboletas, cores faiscantes emolduram as penas dos pássaros, peixes iluminados deslizam pelos oceanos.
A beleza, criatividade e alegria de Deus esparramam-se pela natureza aguardando que o distraído ser humano possa observá-la mais de perto. Mas o entediado não tem mais tempo para as coisas comuns. Vive tão absorto nos afazeres da vida que não consegue vislumbrar as sombras da Realidade maior, a assinatura do Artista em sua obra.

Muitas pessoas se alimentam sem prestar atenção em cada sabor especifico; as músicas mais “tocadas” carregam mensagens niilistas, sexualidade e a felicidade a qualquer preço; não é a toa que os livros mais vendidos são os de autoajuda. Uma subnutrição mental, espiritual e visual paira sobre a cabeça do homem pós-moderno. As vozes do culto ao eu reverberam nas manifestações artísticas; são vozes estridentes até mesmo dentro das igrejas. 

É uma questão de observar, alertou Jesus. Ele também falou sobre o olho – o olho é o que espalha a luz pelo corpo. Quando os nossos olhos fitam as coisas erradas, a escuridão vem fazer morada em nosso ser.  Quando os nossos olhos estão afiados, somos inundados pela luz – passamos a prestar atenção nos detalhes e belezas que nos cercam.

Isso me faz lembrar do filme “Além das Nuvens” do diretor Michelangelo Antonioni. Num bar em Paris durante o dia, uma jovem se aproxima de um homem de meia-idade e diz que tinha lido uma coisa fantástica numa revista e precisava falar disso com alguém. Era o seguinte: no México, cientistas contrataram carregadores para levá-los ao cume da montanha de uma cidade inca. A certa altura, os carregadores não quiseram mais prosseguir. Os cientistas, irritados, não sabiam mais como fazê-los seguir adiante. Não entendiam os motivos de uma parada tão prolongada.


Após algumas horas, os carregadores recomeçaram a andar e, finalmente, o chefe deles deu uma explicação: eles tinham corrido muito e estavam esperando suas almas chegarem. A moça que contou esta história comentou: “É fantástico, porque também corremos atrás de nossas coisas e perdemos nossas almas. Devíamos esperar”.

Realmente, corremos atrás de tantas coisas que nossas almas não conseguem enxergar a estonteante beleza do universo.. 

(Trecho do livro "Um Grito de Ausência" © de Samuel Rezende)

segunda-feira, agosto 05, 2013

A Sopa Populista

      Temo que estejamos vendendo o Evangelho por um prato de sopa populista. Jesus morreu porque agiu como o Filho de Deus encarnado, falou como o Filho de Deus encarnado e não negou a acusação de que o mundo o odiava por ser o Filho de Deus encarnado.
      Vendemos o Evangelho quando anunciamos o que agrada a multidão: o cristo revolucionário, o cristo da prosperidade, o cristo que não exige compromissos, o cristo que não se importa com nada conquanto o indivíduo esteja feliz. O cristo da cultura é insípido, conivente, bonachão.
            Onde está o Cristo que vira a mesa dos vendilhões do templo, o Cristo que repudia a mera opinião a seu respeito, o Cristo que alerta dizendo que se “alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo”.
          Muitas pessoas aceitam o cristo que lhes apetece, o cristo de clichês humanistas, aparando as garras do Leão de Judá. Entretanto, esse cristo não é o Cristo do Evangelho. Esse mero cristo lhe conduzirá a um mero céu, mas não a Eternidade.
            Sinto muito, mas se o Cristo que cremos e anunciamos não nos torna confrontadores da cultura dominante e, por consequência, uma persona non grata, há que se analisar se este é o Cristo bíblico: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia... Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa”.
         Não estou defendendo a imagem de um cristão soturno balançando o sino de alerta contra a decadência cultural. Mas também não podemos nos contentar com o mero crítico da igreja e o cristão que recende legalismo; o filósofo que concluiu que todos os problemas se resumem a epistemologia e o cristão liberal cujo evangelho se resume a tolerância e diálogo; o cristão pacificador que tenta solucionar todos os conflitos e o revisionista tentando adaptar o Evangelho aos padrões de uma sociedade em decomposição.
        Quem foi que disse que seguir a Cristo seria algo fácil? Se uma pessoa imagina que o cristianismo não passa de doce de leite ou coalhada com mel, simplesmente não entendeu o que é cristianismo. Jesus aconselhou: “Sede simples como as pombas, e prudentes como as serpentes”. Acontece que ao mesmo tempo em que há uma dificuldade explicita também há uma facilidade implícita: o próprio Deus está ao nosso lado nos sustentando no caminho.
           Devemos buscar o ponto de equilíbrio notando que há muita coisa para se corrigir na igreja, mas também há muito a se aprender nos relacionamentos com outros cristãos; que a cultura é anticristã e não devemos nos acomodar a ela, mas que podemos extrair pedras preciosas no meio do cascalho; que há muitos motivos para se lamentar, mas também há inúmeros momentos para se desfrutar a beleza do mundo.
            O escândalo do cristianismo é que existe apenas um caminho. A boa notícia é que, apesar de toda a nossa teimosia, egoísmo e pecado, ainda há um caminho.

(Trecho do livro “Um Grito de Ausência” © de Samuel Rezende)

sábado, dezembro 24, 2011

quinta-feira, novembro 17, 2011

Vazio

Diário de Uma Paixão

Título original: The Notebook
Direção: Nick Cassavetes
Gênero: Drama/Romance
Tempo de duração: 123 minutos
Ano de lançamento: 2004
Sinopse: Em um asilo, um bondoso senhor se propõe a ajudar uma paciente com problemas na memória, lendo para ela uma bela história de amor sobre dois jovens de classes sociais diferentes, separados pela guerra, se reencontrando anos depois para reafirmar esse amor. Embora a memória esteja prejudicada, ela se deixa envolver pela emocionante história de Allie e Noah – e por alguns breves momentos consegue reviver uma época de paixão e turbulência, em que eles juraram que ficariam juntos para sempre.

sexta-feira, outubro 28, 2011

Exilados

Dez Minutos mais Velho: O Celo

Título original: Ten Minutes Older: The Cello
Direção: Diversos
Gênero: Drama
Tempo de duração: 95 minutos
Ano de lançamento: 2002
Sinopse: Intitulado ''The Cello'' (o celo), esta é a segunda parte do projeto que reúne diretores de todas as partes do mundo para dar a sua visão do tempo. Aqui, oito cineastas - Bernardo Bertolucci, Claire Denis, Mike Figgis, Jean-Luc Godard, Jirí Menzel, Michael Radford, Volker Schlöndorff, István Szabó - falam sobre o nascimento, a morte, o amor, o drama de cada momento da vida e mitos passados.

Guerra e Paz (Tolstói)

segunda-feira, outubro 24, 2011

Decibéis

Sofrimentos, dificuldades, provações, frustrações e tragédias, em alguns casos, são as únicas forças fortes o suficiente para chamar a nossa atenção e corrigir a rota. Nas mãos de Deus a dor torna-se um instrumento para nos despertar e gerar mudanças em nossas vidas. C. S. Lewis dizia: “Deus sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nosso sofrimento: ele é o seu megafone para despertar um mundo surdo”. Um aumento nos decibéis pode a única forma de chamar a atenção. ©

Amores Expressos

Título original: Chung Hing sam lam / Chungking Express
Direção: Kar Wai Wong
Gênero: Drama/Romance
Tempo de duração: 102 minutos
Ano de lançamento: 1994
Sinopse: Dois policiais, duas mulheres solitárias, duas estórias sobre amor, nas suas mais estranhas e variadas manifestações. A primeira estória é do policial 223, que se encontra com uma viciada traficante de heroína, por quem se apaixona e guarda na memória. A segunda, do policial 633, que acaba de ser rejeitado de um romance de cinco anos e começa a ver em uma atendente de fast food uma nova possibilidade de relacionamento.

Folhas das Folhas de Relva (Walt Whitman)

sexta-feira, outubro 14, 2011

Um Ninho

Em “Pollyana”, romance de Eleanor H. Porter, a tia da menina Pollyana traça uma seqüência de “obrigações” com as quais a garotinha deve “ocupar” seu tempo. E Pollyana protesta porque, com tantas “obrigações”, não sobrará tempo para viver. A tia, uma mulher prática e sensata, retruca: “Claro que você terá tempo de viver. Estará vivendo enquanto faz todas essas coisas, oras”. A menina, muito perspicaz, observa: “Não, tia Polly. Eu estarei respirando o tempo todo, e não vivendo”.
            A vida que o mundo valoriza não é a vida que eu amo, aquela na qual anseio estar imerso. Ler, escrever, ficar perto das pessoas que amo, assistir um filme, orar, ouvir música.
            Vivi seguindo trilhas, perseguindo pistas, rastros, entrando em atalhos, dando voltas inúteis, abrindo mapas, lendo placas adiante nas encruzilhadas. Hoje, gosto de me perder nos lugares, gosto da sensação de não reconhecer nada e depois começar a reconhecer o que tinha esquecido.
            Agora estou perdido nesses corredores cheios de avenidas, estradas, vias auxiliares e acostamentos. Estou aturdido com tantas possibilidades, tanta vaga para estacionar, que ainda não saí do lugar, o motor não roncou, não soltei o freio de mão, não virei a chave, não dei a partida.
            O que sei é que passei muito tempo na garagem, trancado com os vidros fechados, numa espécie de cativeiro voluntário. Agora quero estar acelerando numa estrada, parando no acostamento, para observar um ninho de pássaro.
O cristianismo não é uma religião do templo, embora durante a história ele tenha prevalecido. Mas o Deus no qual acreditamos, é o Deus que está em todos os lugares.
                                    A poetisa Wislawa Szymborska escreveu:
Tenho céu atrás de mim, sob as mãos
E debaixo das pálpebras.
Estou enredada de céu
E isto me exalta.
Partes poeirentas, líquidas, montanhosas,
Passageiras e queimadas do céu, migalhas do céu,
Brisas de céu e montes.
O céu é onipresente
Até nas trevas sob a pele
            O poeta Gerald Manley Hopkins se encantava com um arco-íris, uma ninhada de ovos de tordo era “um pequeno e baixo céu”, a ferradura de um cavalo era uma “sandália brilhante e destruída”, o mundo era um torvelinho divino e Deus o símbolo da exuberância eterna.
            A Terra não seria uma espécie de grande ninho onde se aconchegam várias espécies? ©

Jornada pela Liberdade

Título original: Amazing Grace
Direção: Michael Apted
Gênero: Drama/História
Tempo de duração: 117 minutos
Ano de lançamento: 2006
Sinopse: A vida de William Wiberforce (Ioan Gruffudd) mostra como a perseverança e a fé de um homem mudaram o mundo. Líder do movimento abolicionista britânico, o filme mostra a luta épica para criar uma lei com objetivo de acabar com o tráfico negreiro. Durante esta jornada, Wilberforce encontra oposição intensa dos que acreditavam que a escravidão estava diretamente ligada à estabilidade do império britânico. Em seus amigos, incluindo John Newton (Albert Finney), um ex-capitão de navio negreiro que compôs o famoso hino Amazing Grace, encontrou suporte para continuar lutando pela causa.

A Cruz de Cristo (John Stott)

sexta-feira, outubro 07, 2011

A Criação

O homem ocupa um espaço entre os animais e os anjos, é um peregrino investigando a sua jornada, e que encontra a salvação não na ciência ou na filosofia, mas em um evento histórico que envolve uma pessoa.
            O homem é o único amador, todos os outros são profissionais. Eles não têm lazer e não o desejam. Quando a vaca acaba de comer, ela rumina; quando ela termina a mastigação, ela dorme; quando ela acorda, ela come novamente. Ela é uma máquina que transforma capim em vitelos, leite e bezerros. O leão não pode abandonar a caça, o castor não desiste da árdua missão de construção de barragens, nem as abelhas ignoram a produção de mel.
            De todos os fantasmas que assombram o cosmos, dentre bilhões de objetos estranhos no universo – quasars, pulsars, buracos negros – o ser humano é o mais estranho.
            Eu não sou nenhum cientista, sou apenas um peregrino com um pé na teologia e um amor por palavras. Como um pensador eu tento descobrir que a beleza é mais do que um fato, um mistério. Eu gosto da natureza – das coisas belas e grotescas. Na natureza eu encontro o enredo da graça e o êxtase da violência; a paisagem intrincada revelada na morte; o mistério, a novidade e um tipo de exuberância nostálgica.
            Ali habita o mistério da criação contínua e a variedade imensurável de cores e formas. A incerteza da visão, o horror do fixo, a dissolução do presente, a beleza imensurável, a pressão da fecundidade, a ilusória natureza livre e a perfeição danificada.
            A paisagem revela a beleza extravagante da criação. A criação faz a conexão da eternidade com o tempo, em intrincadas malhas que refrigeram os olhos. Você não precisa de iscas, ganchos e redes; basta se maravilhar. ©

A Árvore da Vida

Título original: The Tree of Life
Direção: Terrence Malick
Gênero: Drama
Tempo de duração: 138 minutos
Ano de lançamento: 2011
Sinopse: Árvore da Vida aproxima o foco na relação entre pai e filho de uma família comum, e expande a ótica desta rica relação, ao longo dos séculos, desde o Big Bang até o fim dos tempos, em uma fabulosa viagem pela história da vida e seus mistérios, que culmina na busca pelo amor altruísta e o perdão.