terça-feira, junho 07, 2011

Tão Longe, Tão Perto

Título original: In weiter Ferne, so nah! / Faraway, So Close!
Direção: Wim Wenders
Gênero: Drama
Tempo de duração: 144 minutos
Ano de lançamento: 1993
Sinopse: Este filme é a seqüência de "Asas do Desejo" (1987). Mais uma vez, trata de um grupo de anjos que observam distantes o dia-a-dia dos cidadãos da capital alemã - agora recém unificada. Apesar dos anjos serem proibidos de interferir na vida humana, Cassiel (Otto Sander) impulsivamente quebra esta regra quando uma menininha cai do terraço de um prédio e ele corre para a socorrer - o que o transforma em carne e osso. Damiel (Bruno Ganz), o companheiro de Cassiel que optou pela vida terrena no primeiro filme, trabalha agora numa pizzaria e vive com sua esposa, a trapezista Marion (Solveig Dommartin). Recebeu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 1993.

A Caixa Preta de Darwin (Michael Behe)

sábado, maio 28, 2011

Instrumentos Desafinados

Se um dia tivesse que morar em uma grande cidade, eu teria enorme dificuldade de adaptação. O barulho constante e a pressa não me atraem. Moro em uma pequena cidade que, às vezes, já me parece excessivamente barulhenta. Automóveis, ônibus, veículo do corpo de bombeiros, sirenes de ambulância ou de carros da polícia, motocicletas, me parecem uma orquestra com seus trompetes, trombones, saxofones, tambores, violinos e outros instrumentos desafinando em uma melodia. ©

Uma Noite Sobre a Terra

Título original: Night on Earth
Direção: Jim Jarmusch
Gênero: Comédia/Drama
Tempo de duração: 128 minutos
Ano de lançamento: 1991
Sinopse: Uma história de cinco episódios. Todos ocorrem na mesma noite, envolvendo motoristas de táxi e seus passageiros. As histórias são situadas em cinco cidades diferentes: Los Angeles, Nova York, Paris, Roma e Helsinki. Em Los Angeles, um caçador de talentos para o cinema descobre que a taxista (Winona Ryder) que o leva é perfeito para um papel. Em Nova York, um taxista estrangeiro está perdido em uma cidade e cultura totalmente desconhecida, enquanto que, em Paris, uma garota cega (Beatrice Dalle) conversa com o motorista sobre a vida e sua condição. Na capital italiana, um sacerdote adoentado entra no táxi de um motorista (Roberto Beningni) bastante sociável, com quem conversa sobre a morte. Por fim, em Helsinki, o funcionário de uma fábrica conversa com seus compatriotas sobre o vazio e as injustiças da vida e da morte.

Crime e Castigo (Dostoiévski)

sábado, maio 21, 2011

O Nono Dia

Título original: Der Neunte Tag
Direção: Volker Schlöndorff
Gênero: Drama/Guerra
Tempo de duração: 97 minutos
Ano de lançamento: 2004
Sinopse: Durante o Regime Nazista um padre é preso e enviado para um campo de concentração. Para sair de lá com vida ele recebe uma condição: negociar com o bispo de Luxemburgo uma aliança da Igreja Católica com Hitler. Em nove dias a sua consciência e sua paz são atormentadas por causa do objetivo nazista e pela lembrança do inferno onde ficou preso. Em nove dias ele decidirá: se fugir para outro país, os seus companheiros detidos em Dachau no "bloco dos padres" serão executados, se recusar voltará para o inferno de onde saiu. A sua fé e consciência resistirão ao desejo de permanecer distante daquele pedaço do inferno?

O Deserto dos Tártaros (Dino Buzzati)

sábado, maio 14, 2011

O Curioso Caso de Benjamin Button

Título original: The Curious Case of Benjamin Button
Direção: David Fincher
Gênero: Drama
Tempo de duração: 165 minutos
Ano de lançamento: 2008
Sinopse: Drama baseado no conto homônimo escrito por F. Scott Fitzgerald nos anos de 1920, que conta a história de Benjamin Button, um homem que misteriosamente começa a rejuvenescer e passa a sofrer as bizarras consequências do fenômeno. Button, estranhamente, chega aos seus 80 e poucos anos - na New Orleans de 1918, quando a Primeira Guerra está chegando ao fim - e a partir disso começa a ficar mais jovem. Ainda que a cronologia do tempo siga normalmente e ele invada os anos do século 21.

Cristianismo Puro e Simples (C. S. Lewis)

sábado, maio 07, 2011

Encontro

É preciso abrir-se ao “milagre” do encontro, ao extremo do possível. O materialismo trabalha continuamente para tapar as fissuras por onde pode passar a graça, asfixiando o olhar.
Hoje, como Simone Weil, peço a Deus que me liberte de Deus. Ou seja, que me liberte da falsa imagem de Deus que, influenciado ou não, acabei criando. Deus renunciou a si mesmo, na expressão bíblica “esvaziando-se”, para poder encarnar. Eu também preciso renunciar a algo. Só se possui aquilo a que se renuncia. Começava, naquele momento, o Deus que renuncia até que o ápice fosse atingido na vida de Jesus. Deus aproxima-se como o irmão comum.
Gosto das palavras de Weil: “É Deus quem por amor se retira, a fim de que possamos amá-lo... mediante a noite escura, se retira para não ser amado como o tesouro pelo avaro... E não quer que o amemos como o avarento ama o seu tesouro, porque o tem perto, possuído”. Amamos em verdade e espírito quando acreditar nele não nos traz nenhum benefício.
            Deus é o que aceita o combate, e na aceitação se enfraquece para não provocar a destruição do oponente, mas também é aquele que a qualquer momento pode revelar-se como possuidor de um poder infinito.
            Certo dia estava na praia de Cabo Frio (RJ), era uma tarde agradável com sol, algumas aves mergulhavam na superfície do mar e subiam novamente, fiquei ali acompanhando a calma, bonita e indiferente quietude das marés.
            Sim, indiferente. O pensamento que nada disso importa. A impenetrável transcendência de uma tarde gloriosa.
            Será que tenho domesticado Deus ao imaginá-lo centrado no planeta terra quando existem milhares de estrelas no universo? Criei a imagem de uma deidade intervencionista na minha alma? Ele é, em última análise, este silencioso murmurar de ausência do planeta, exceto em momentos ocasionais, quando entrou em cena interrompendo o fluxo natural de uma forma que podia ser ignorada, pregado em uma cruz com os pulsos perfurados, literalmente, abandonado?
            Para os cristãos, Deus pode ser mais bem vislumbrado em Jesus Cristo. Jesus ressaltou que nem uma folha cai de uma árvore sem o olhar atento de Deus. A terrível consciência da santidade de Deus é um trabalho do Espírito Santo, sacudindo a nossa propensão ao comodismo, mantendo uma tensão que nos torna mais suscetível a notar a doçura de Jesus Cristo. ©

Na Cidade de Sylvia

Título original: En la Ciudad de Sylvia
Direção: José Luis Guerín
Gênero: Drama
Tempo de duração: 82 minutos
Ano de lançamento: 2007
Sinopse: Um rapaz viaja à cidade francesa de Estrasburgo em busca de Sylvia, mulher que conheceu anos antes e por quem se apaixonou. Sentado na mesa ao ar livre de um café, ele observa pacientemente todas as mulheres que passam na esperança de encontrar aquela que ama. Munido de um caderno e um lápis, ele rabisca os rostos e silhuetas das belas e sensuais moças que vê. Quando finalmente acredita ter encontrado Sylvia, ele percorre incansavelmente as ruas da cidade atrás dela.

Grandes Esperanças (Charles Dickens)

quinta-feira, abril 28, 2011

Exposição

             O que importa não é apenas saber se Deus existe, se além do brilho das estrelas existe uma inteligência cósmica que mantém o universo, mas saber se existe um Deus envolvido em nosso dia a dia, um Deus que envia mensagens tentando superar a nossa cegueira à medida que se move mergulhando até os joelhos no esterco miserável da existência humana e na maravilha do mundo.
Talvez a prova não seja tão espetacular quanto Filipe queria quando pediu a Jesus: “Mostra-nos o Pai”, e este respondeu “Tenho estado todo este tempo convosco e não me conheces?”.
O mundo moderno já o ilustrou como um hippie, de barba parecida a de Jim Morrison nos dias finais do LSD, zanzando por Israel, inalando perfumes da flora local, enquanto expressa em frases zen, dignas de serem repetidas nos exercícios de ioga, meditada ao som de CDs com sonares de baleias.
Prefiro o Jesus das Escrituras. Não creio em um Messias no qual não posso confiar, e em quem não reconheço sinais de glória.
Prefiro o Salvador que tenha coragem de empunhar o chicote contra os mercadores da fé, que se intromete na relação pessoal e íntima de cada um de nós com Deus (Jo. 17:3 e I Tm. 2:5), isto após acariciar crianças com efusivos abraços, incitando-nos à humildade pueril, e dias mais tarde, ser cuspido, dilacerado, sangrando até a morte na cruz do calvário, para ressuscitar ao terceiro dia, vencendo o mundo, que veio salvar.
            É este Deus imerso em nossa biologia, este Deus encarnado na criação que nós conhecemos em Jesus Cristo. Através da vergonha e ignomínia da cruz, o Deus invisível se fez visível, o Redentor oculto é revelado. A profunda natureza de Deus como aquele que sofre é conhecida através dos olhos da fé. A cruz é a escandalosa exposição do Deus oculto. ©

Magnólia

Título original: Magnolia
Direção: Paul Thomas Anderson
Gênero: Drama
Tempo de duração: 178 minutos
Ano de lançamento: 1999
Sinopse: Big Earl Partridge (Jason Robards) é um produtor de TV à beira da morte que deseja reencontrar o filho. Phill (Phillip Seymour Hoffman) é seu dedicado enfermeiro e Linda (Juliane Moore), sua jovem esposa. Frank (Tom Cruise), é um célebre guru machista, é o filho que Big Earl procura. Jimmy Gator (Philip Baker Hall) é o apresentador do famoso programa de TV que também está com câncer e procurando se entender com a filha Cláudia, cocainomaníaca. Stanley é um garoto-prodígio manipulado pelo pai oportunista. O ponto comum entre essa gente? Todos vivem num bairro de Los Angeles cortado por uma rua chamada Magnólia. Mas, antes que este círculo de personagens se feche, o espectador ainda terá muitas surpresas...

Moby Dick (Herman Melville)

quinta-feira, abril 21, 2011

Leon Morin, O Padre

Título original: Léon Morin, prêtre
Direção: Jean-Pierre Melville
Gênero: Drama/Romance
Tempo de duração: 115 minutos
Ano de lançamento: 1961
Sinopse: Uma obra do cineasta francês Jean Pierre Melville. Em Leon Morin, ele conta a história de uma viúva (Emmanuelle Riva) que vive com a sua pequena filha France e que é militante do partido comunista. Quando os alemães chegam ela envia France à fazenda e decide dirigir-se à paróquia e confrontar um padre (Jean-Paul Belmondo) com a idéia da inexistência de Deus. Contudo, a reação do padre não era aquela que ela imaginava. Melville usa um assombroso preto-e-branco para filmar uma história de amor que acontece entre as ruínas da França ocupada pelas forças da Alemanha e Itália.

O Morro dos Ventos Uivantes


quinta-feira, abril 14, 2011

Perguntas

Deus não é objeto de investigação científica nem algo que possamos introduzir no tesouro de nosso conhecimento – como um selo raro em um lugar especial da nossa coleção. Deus não é uma hipótese derivada de hipóteses lógicas. Para os racionalistas, Ele é uma coisa que buscam nas trevas com a luz de sua razão. Para o cristão, Ele é a própria luz.
            Deus não está no mundo, como um estrangeiro visitando um lugar. O mundo está em Deus.
            Os planetas, as montanhas, os elementos são objetos do conhecimento. Deus não é um objeto do conhecimento. Sem Deus não haveria absolutamente nada em tudo, sem Deus não há conhecimento. O conhecimento só é possível porque Deus é.
            Deus existe? A pergunta só é possível porque Deus está escondido atrás dela. Se você perguntar sobre Deus, não com mera curiosidade, mas como um investigador ansioso, aflito, angustiado pela possibilidade de que Deus possa não existir e que toda a vida seja vaidade e loucura, se você prestar atenção nas frestas da eternidade, a resposta pode bailar à sua frente. O seu próprio coração distingue entre o sentido e o absurdo. Para o teólogo Emil Brunner, sem Deus o mal não é mal e o bom não é bom. No ato de perguntar sobre Deus, Deus já está atrás de você tornando a sua pergunta possível.
            Crer em Deus não é um ato de credulidade ingênua. Credulidade ingênua ou desarrazoada é ter a opinião que o olho humano, a estrutura de um inseto, ou a glória de um prado em flor é apenas um produto da possibilidade.
            A insanidade “científica” penetrou no mundo confundindo os nossos sentidos. Se não há Deus a consciência é apenas um complexo de hábitos residuais e não significa nada. O santo e o criminoso são apenas fantasmas da imaginação.
            Mas há uma ordem divina que perpassa a criação, levando o homem a se curvar. O mundo, com milhões de dedos aponta para Deus. ©

Despedida em Las Vegas

Título original: Leaving Las Vegas
Direção: Mike Figgis
Gênero: Drama
Tempo de duração: 112 minutos
Ano de lançamento: 1995
Sinopse: Em Los Angeles, Ben Sanderson (Nicolas Cage) é um alcoólatra que, após ter sido demitido da produção de um filme, decide dirigir até Las Vegas, onde planeja beber até morrer. Lá conhece Sera (Elisabeth Shue), uma prostituta que também morou em Los Angeles, por quem se apaixona. Ele acaba indo morar na casa dela, sendo que ela respeita o fato dele ser alcoólatra e ele respeita seu modo de ganhar a vida. No entanto, a deterioração dele entrou em um processo irreversível.

Pais e Filhos (Turgueniev)